Distimia, transtorno distímico

Não passei no vestibular. Fui reprovado. Não passei na Unicamp. Não passei na USP. Não passei em nenhuma universidade pública.O que fazer agora?
janeiro 6, 2009
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Distimia, transtorno distímico

O transtorno distímico é crônico e se caracteriza pela presença de humor deprimido (ou irritável em crianças e adolescentes) durante a maior parte do dia, na maioria dos dias. É comum e afeta 3 a 5% da população geral; 30 a 50% dos pacientes em clínicas psiquiátricas gerais. A prevalência é de 8% em adolescentes jovens e de 5% em meninos e meninas, sendo mais comum em mulheres Diagnóstico e Características Clínicas

O transtorno distímico é crônico e se caracteriza não por episódios, mas pela presença constante de sintomas, cuja gravidade pode variar ao longo do tempo.

A severidade dos sintomas depressivos no transtorno distímico, em geral, é menor que no transtorno depressivo maior, mas a falta de episódios delimitados é que pesa para o diagnóstico de transtorno distímico. Os pacientes com transtorno distímico freqüentemente podem ser sarcásticos, niilistas, rabugentos, exigentes e queixosos. A coexistência de transtorno distímico com outros transtornos mentais é sinal de mau prognóstico

Depressão dupla (Transtorno Distímico + Depressão maior) ocorre em até 40% dos pacientes com transtorno depressivo maior. O tratamento deve ser específico para cada uma das patologias separadamente.

Freqüentemente há alterações dos padrões de sono, de apetite, baixa auto-estima, pessimismo, perda de energia, retardo psicomotor, diminuição do impulso sexual e preocupações exageradas com relação a sua própria saúde.

Os critérios diagnósticos para Transtorno Distímico são:



A) Humor deprimido na maior parte do dia, indicado por relato subjetivo ou observado por outros por pelo menos 2 anos. Obs: Em crianças e adolescentes o humor pode ser irritável, e a duração deve ser de no mínimo um ano.

B) Presença, enquanto deprimido, de duas ou mais das seguintes características:

1.apetite diminuído ou hiperfagia

2.insônia ou hipersonia

3.baixa energia ou fadiga

4.baixa auto-estima

5.fraca concentração ou dificuldade para tomar decisões.

C) Durante o período de 2 anos (1 ano para crianças e adolescentes) de perturbação, jamais a pessoa esteve sem os sintomas do critério A e B por mais de 2 meses de cada vez.

D) Ausência de Episódio Depressivo Maior durante os primeiros 2 anos de perturbação (1 ano para crianças e adolescentes); isto é, a perturbação não é melhor explicada por transtorno depressivo maior crônico ou Transtorno Depressivo maior em Remissão Parcial.

Obs: Pode ter ocorrido um episódio depressivo Maior anterior, desde que tenha havido remissão completa (ausência de sinais e sintomas significativos por 2 meses) antes do desenvolvimento do transtorno distímico. Além disso, após os 2 anos iniciais (1 ano para crianças e adolescentes) de Transtorno Distímico, pode haver episódios sobrepostos de Transtorno Depressivo Maior e, neste caso, ambos os diagnósticos podem ser dados, quando são satisfeitos os critérios para um Episódio Depressivo Maior

E) Jamais houve um episódio Maníaco, um Episódio Misto ou um Episódio Hipomaníaco e jamais foram satisfeitos os critérios para transtorno ciclotímico.

F) A perturbação não ocorre exclusivamente durante o curso de um transtorno Psicótico Crônico, como Esquizofrenia ou Transtorno Delirante.

G) Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (por ex.: droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral (por ex.: hipotireodismo)

H) Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou comprometimento no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo.

Especificar se:

Início Precoce: se ocorreu antes dos 21 anos

Início Tardio: se ocorreu aos 21 anos ou mais

Especificar (para 2 anos de Transtorno Distímico mais recente)

Com características atípicas.

Diagnóstico Diferencial



Uso de substâncias. Transtorno depressivo menor que difere do transtorno ciclotímico devido ao fato de os pacientes com transtorno depressivo menor terem humor eutímico entre os episódios.

Transtorno depressivo breve recorrente: difere do transtorno distímico por: seu transtorno é episódico; seus sintomas são mais graves

Curso e Prognóstico

50% dos pacientes apresentam o transtorno antes dos 25 anos com aparecimento insidioso. Os pacientes com sintomas de início precoce estão mais propensos a ter transtorno depressivo maior e transtorno bipolar I no futuro.

O prognóstico de Pacientes com Transtorno Distímico é Variável.

Tratamento



A combinação de farmacoterapia e terapia comportamental parecem ser os métodos de tratamento mais eficazes.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA



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